No último dia 6 de novembro, um asteroide recém-descoberto com aproximadamente 7 metros e 3 toneladas cruzou a órbita da Terra a uma distância realmente próxima. O evento ocorreu às 19h30 pelo horário de Brasília, mas só foi divulgado dois dias depois pelo Programa de Objetos Próximos à Terra, NEO, da Nasa.

Segundo os astrônomos Don Yeomans, Paul Chodas e Steve Chesley, ligados ao NEO, a rocha passou a apenas 14 mil quilômetros de distância, tornando-se como o terceiro asteroide catalogado a chegar mais próximo do nosso planeta. As outras duas maiores aproximações ocorreram em outubro de 2008, quando o asteroide 2008 TS26 chegou a 6150 km e março de 2004, quando a rocha 2004 FU162 passou a apenas 6535 km de distância.

Batizado de 2009 VA, o asteroide foi descoberta apenas 15 horas antes do momento de maior aproximação pelo Observatório de Pesquisa do Céu de Catalina e foi considerado pelo Centro de Planetas Menores, da Universidade de Cambrige, nos EUA, como um objeto que poderia passar muito próximo à Terra.

Apesar do asteroide ter sido descoberto 15 horas antes da máxima aproximação e a nota ter sido divulgada 48 horas depois da efeméride, somente 20 dias depois o objeto foi incluído no painel de aproximação e alertas de objetos, fornecido pelo NEO.

Na média, objetos similares ao 2009 VA passam próximos à Terra duas vezes por ano, mas só atingem a atmosfera a cada cinco anos. Em 2008, um asteroide menor que este foi descoberto em circunstâncias similares, permitindo que sua trajetória fosse calculada com precisão. O objeto 2008 TC3 penetrou a atmosfera sobre o nordeste da África e só em março deste ano os cientistas localizaram os restos da rocha, quase toda consumida na atmosfera.

A sonda espacial Cassini detectou auroras boreais na atmosfera de Saturno que, de acordo com os cientistas, seriam as maiores já observadas no Sistema Solar. Imagens captadas pela Cassini mostraram as cortinas com cerca de 1,2 mil km de largura – o dobro maiores que as registradas na Terra -, localizadas sobre o hemisfério norte do planeta.

As auroras boreais são fenômenos ópticos que brilham em regiões próximas às zonas polares dos planetas. Na Terra, o fenômeno ocorre por causa do impacto de partículas oriundas da magnetosfera – bolha magnética que rodeia um planeta – que se introduzem na atmosfera superior terrestre.

Os cientistas da California Institute of Technology, responsável pelo estudo, informaram que as auroras boreais nunca haviam sido vistas em Saturno, apesar da suspeita de que sempre estiveram lá. Além disso, as observações podem ajudar a explicar melhor como elas se formam.

A altitude das auroras boreais de Saturno possuem diferenças em relação às da Terra, pois são compostas basicamente de hidrogênio. Já as da Terra são cheias de oxigênio e nitrogênio. Como o hidrogênio é um gás muito rápido, a atmosfera e as auroras alcançam distâncias maiores do planeta. Na Terra, o fenômeno tende a atingir entre 100 e 500 km.

O ônibus espacial Atlantis se desacoplou nesta quarta com sucesso da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês) e começou seu voo autônomo, informou a agência espacial russa Roscosmos, em seu site.

O desacoplamento aconteceu às 7h53 de Brasília e a aterrissagem da nave está prevista para sexta-feira às 12h44 de Brasília no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida).

O Atlantis, com uma carga de mais de 12 toneladas, foi lançado no último dia 16 à plataforma orbital a partor da base de Cabo Canaveral, e se acoplou à ISS dois dias depois.

Os seis tripulantes do Atlantis, comandado por Charles Hobaugh, e do qual também participam o piloto Barry Wilmore e os especialistas de missão Leland Melvin, Mike Foreman, Robert Satcher e Randy Bresnik, voltarão à Terra com a especialista Nicole Stott, que ficou quase três meses na ISS.

Este é o quinto e último voo da Nasa (agência espacial americana) do ano e o penúltimo do Atlantis, antes que a instituição retire as naves, no próximo ano.

 

A nebulosa Caranguejo (nuvem de poeira, hidrogênio e plasma), localizada na constelação de Touro, é um poderoso gerador cósmico capaz de produzir energia equivalente a 100 mil vezes a taxa do Sol – a principal estrela do Sistema Solar, segundo informações da Nasa, agência espacial americana. Uma imagem da intensa atividade registrada no interior da formação estelar, captada a partir de dados enviados pelas sondas espaciais Chandra X-ray, Hubble e Spitzer, foi divulgada no site da Nasa nesta segunda-feira.

Os cientistas explicaram que, há mil anos, a morte de uma estrela (também conhecida como supernova) criou uma gigantesca explosão que culminou com o nascimento de um objeto denso, chamado estrela de nêutrons. As partículas expelidas por este corpo cósmico possibilitaram o surgimento da nebulosa Caranguejo.

Na fotografia, os dados observados pelo observatório Chandra X-ray estão em azul, os do Hubble em amarelo e vermelho, e os do Spitzer em infravermelho. A nebulosa em questão, um dos objetos mais estudados do espaço, é considerada pelos astrônomos como um “verdadeiro ícone cósmico”.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos traz novos indícios de que o planeta Marte já teve um oceano. Usando um novo programa de computador, cientistas da Universidade de Northern Illinois e do Instituto Lunar e Planetário de Houston conseguiram produzir um mapa mais detalhado das redes de vales de Marte e perceberam que elas são 2,3 vezes mais extensas do que se imaginava.

Além disso, o estudo mostrou que as regiões mais densas em vales formam um cinturão em torno do planeta entre seu equador e uma faixa mais ao sul, o que é consistente com a teoria de que havia um oceano cobrindo uma grande porção do hemisfério norte de Marte.

“Todas as provas reunidas ao analisarmos essa rede de vales apontam para um clima particular no início da existência de Marte”, disse Wei Luo, da Universidade de Northern Illinois. “Esse clima incluía chuvas e um oceano cobrindo cerca de 30% da superfície do planeta.”

Quente e úmido
As redes de vales de Marte se assemelham aos sistemas de rios da Terra, sugerindo que o chamado “Planeta Vermelho” já foi mais quente e mais úmido do que é hoje. Mas, desde que essas redes foram descobertas por uma sonda espacial, em 1971, cientistas têm debatido se elas teriam sido criadas por erosão provocada por água na superfície – o que sugere um clima chuvoso – ou por erosão causada por águas subterrâneas – o que indicaria um clima mais frio e seco.

O novo mapeamento permitiu também aos pesquisadores verificar que há semelhanças entre a densidade das redes de vales da Terra com a de algumas regiões de Marte, o que seria um indício de erosão provocada por chuvas.

A superfície de Marte é caracterizada por planícies localizadas principalmente no hemisfério norte e por montanhas concentradas mais no sul. Segundo os cientistas, esta topografia mostra que a água se acumularia no norte.

“Um planeta com apenas um grande oceano teria um clima do tipo continental árido na maioria de suas superfícies de terra”, disse Luo. Os resultados do estudo foram publicados na revista especializada Journal of Geophysical Research – Planets.

 

A agência espacial americana, Nasa, lançou na internet um jogo que permite ao usuário se divertir e ao mesmo tempo ajudar a consolidar o conhecimento sobre Marte, explorando centenas de milhares de imagens enviadas do Planeta Vermelho à Terra ao longo de quase 50 anos.

Em um dos jogos, que está online no site Be A Martian (http://beamartian.jpl.nasa.gov/welcome) – literalmente, “Seja Um Marciano” -, os participantes ganham pontos por ajudar a agência espacial a examinar e organizar as imagens para criar um mapa mais completo do planeta.

Em outro, usuários contam crateras formadas por impactos com outros corpos celestes para ajudar a construir uma melhor compreensão da idade das rochas da superfície marciana.

Segundo os cientistas, o volume de imagens e informações enviadas de Marte desde os anos 1960 é tão grande que só com a ajuda do público será possível revisar todo o material.

Eles esperam que o envolvimento de internautas ajude a agência a realizar descobertas.

“Precisamos muito de uma nova geração de exploradores. Há muitas informações chegando de Marte”, disse Michelle Viotti, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, que supervisiona a missão marciana.

“É muito importante ter mais gente analisando os dados, classificando-os e ajudando a entender o significado deles.”

O site foi desenvolvido na plataforma Windows Azure, da gigante de informática Microsoft.

Um porta-voz da empresa disse que “a beleza desse tipo de experiência é que não apenas ensina às pessoas sobre Marte e sobre o trabalho da Nasa lá, mas envolve um grande número de pessoas na solução de desafios que os computadores não conseguem solucionar sozinhos”.

Para o astronauta americano Buzz Aldrin, segundo homem a pisar na Lua, os Estados Unidos não deveriam entrar em uma “segunda corrida espacial”, dessa vez contra a China, por uma nova conquista do satélite. Pelo contrário. O americano acredita que seus compatriotas deveriam, na verdade, ajudar os chineses em suas missões lunares.

Buzz Aldrin chegou ao Brasil na terça-feira (17) para uma visita de dois dias em homenagem aos 40 anos da Apollo 11. Depois de passar a terça na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), ele viaja nesta quarta para São Caetano, em São Paulo, onde visita uma fábrica de brinquedos.

Aldrin entende de corridas espaciais e não apenas por ter feito parte dos projetos Gemini e Apollo. Antes de entrar na Nasa, Aldrin era piloto de caças de guerra. Quando estava estacionado na Europa, ele conta, uma de suas missões seria carregar uma eventual bomba nuclear para o Leste Europeu caso um dia a União Soviética invadisse a Europa Ocidental.

“A competição entre soviéticos e os Estados Unidos era uma coisa muito real que continuou ao longo de todo o programa Apollo, durante o programa Skylab e mesmo depois, na missão conjunta da Apollo com a Soyuz”, afirma Aldrin. “Eu acredito muito fortemente que nossa vitória na corrida pela Lua teve um impacto muito sério na União Soviética”.A competição, segundo ele, foi um importante elemento para o desenvolvimento tecnológico dos anos 50, 60 e 70. Mas não deveria ser repetida agora, mesmo após a decisão de países como China e Índia de enviarem missões à Lua na mesma época em que os americanos pretendem voltar ao satélite – em 2020.

“Acredito que os Estados Unidos deveriam usar seu papel de liderança para ajudar outros países, como a China, a Índia e os europeus, que querem enviar seu pessoal à Lua”, afirma Aldrin. “Podemos ajudá-los sem gastar muito de nossos recursos. Podemos enviar robôs, podemos consultar e aconselhar”, diz o astronaua.

“Não acredito que deveria haver uma corrida com a China. Acredito que deveríamos convidar a China para ser uma parte da estação espacial, para ser parte de um projeto para evitar colisões entre satélites. E deveríamos ajudar os chineses, os indianos e outros no desenvolvimento comercial da Lua”, recomenda.

Críticas ao Constellation

 

O americano critica o Projeto Constellation, da Nasa, que visa construir as naves e foguetes que podem levar o homem de volta à Lua. “Temos um novo administrador na Nasa. Temos um novo presidente. E estamos reavaliando o que estávamos fazendo nesses últimos quatro ou cinco anos”, diz Aldrin.

“O novo projeto envolve dois foguetes, em vez de um. Um pequeno e um grande. Eu acredito que isso é um erro que resultou em uma nave de pouso muito grande e cara. As reavaliações que estão acontecendo agora exigem que nós, o mundo ocidental, analisemos com cuidado o que nós temos a ganhar enviando seres humanos de volta à Lua”, afirma.

O astronauta também é crítico do projeto das naves Orion, do Constellation, que, como a Apollo 11 de Aldrin, cairão no mar em vez de pousar em uma pista, como os ônibus espaciais. “Vamos voltar a pousar no mar depois de 30 anos de ônibus espaciais pousando em pistas. Não concordo com isso em nada”, diz o americano.

 

A tripulação do ônibus espacial “Altantis” revisou hoje o aparelho um dia após seu lançamento e realizou os preparativos para o acoplamento à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), previsto para a quarta-feira.O piloto Barry Wilmore, o comandante Charles Hobaugh e os especialistas Leland Melvin e Randy Bresnik comprovaram que o aparelho não sofreu nenhum dano ao ultrapassar a atmosfera.

Para isso, utilizaram o braço robótico e seu acessório de 15 metros de comprimento no qual têm instaladas câmeras para obter uma análise sobre a situação do “Atlantis”.

Durante a inspeção, que durou cerca de cinco horas, foram tirada fotografias e foram instalados raios no final do braço que dá aos especialistas imagens em três dimensões sobre o estado do escudo térmico do ônibus espacial.

As fotografias, assim como outras tiradas em diferentes momentos da missão, servirão para que a Nasa (agência espacial americana) assegure-se de que o “Atlantis” não sofreu nenhum dano durante o lançamento que possa afetar sua volta.

Enquanto isso, os astronautas Mike Foreman e Robert Satcher, que completam a equipe da missão, realizaram, com a ajuda de Bresnik, uma prova dos dois trajes espaciais que serão usados durante a primeira das três caminhadas fora do aparelho previstas para a missão de 11 dias.

A tripulação completou os preparativos para configurar a câmera central e o anel do sistema “Orbiter” que serão utilizados durante o acoplamento de “Atlantis” à ISS.

A previsão é de que Bresnik, Foreman e Satcher realizem três caminhadas espaciais para instalar duas plataformas e deixar tudo preparado para a próxima missão, na qual será instalado o último módulo americano na ISS.

Dois astrofísicos acreditam que tenham resolvido o mistério que cercava um objeto que ocupa posição central entre os restos de uma supernova distante. Cerca de 330 anos atrás, explodiu uma grande estrela na constelação de Cassiopeia. Esta supernova – como são conhecidos corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas – talvez tenha sido registrada por John Flamsteed, astrônomo real da Inglaterra, que observou, naquele ano, uma “estrela” que não corresponde a qualquer objeto registrado nas cartas celestes hoje conhecidas quanto àquela constelação.

Os restos da supernova, conhecida como Cassiopeia A, sempre representaram um certo mistério para os astrônomos. As supernovas normalmente deixam para trás um objeto de extrema densidade, como um buraco negro ou estrela de nêutrons. Mas ao longo de décadas de observação não foi avistado um objeto desse tipo no centro de Cassiopeia A.

Em 1991, o Observatório de Raios-X Chandra por fim identificou um objeto compacto na área. No entanto, aquilo que foi avistado “não correspondia ao que os astrônomos imaginavam quanto à aparência de uma estrela de nêutrons”, disse Craig Heinke, astrofísico da Universidade de Alberta, no Canadá.

As estrelas de nêutrons costumam apresentar fortes campos magnéticos, em rotação, que geram a impressão de que elas pulsam, mas o objeto identificado no centro de Cassiopeia A queima em ritmo constante. Além disso, a energia no espectro de raios-X que ele emite não se enquadra aos padrões esperados pelos astrônomos.

Agora, Heinke e seu colega Wynn Ho, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, acreditam ter uma explicação para o misterioso objeto. Eles propõem a interpretação de que Cassiopeia A contenha uma estrela de nêutrons, e que essa estrela esteja envolta em uma atmosfera de carbono.

A presença de uma atmosfera como essa faria com que os restos da estrela morta parecessem emitir um brilho azul profundo nas faixas de ondas da luz visível, o que explicaria as energias incomuns captadas pelos cientistas na banda de raio-X. O trabalho dos cientistas sairá esta semana pela Nature.

Heinke diz que a aparência incomum de Cassiopeia A pode se dever à juventude da estrela. Com o tempo, afirma, a estrela pode acumular hidrogênio e hélio e desenvolver uma rotação perceptível. Isso a tornaria mais parecida com outras estrelas de nêutrons conhecidas, e mais antigas.

“Acredito que seja uma interpretação interessante”, disse Harvey Tananbaum, diretor do Centro de Raios-X Chandra, no Centro Harvard Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge, Massachusetts.

Tanambaum afirma que o seu estudo não oferece provas irrefutáveis de que uma estrela de nêutrons envolta por uma atmosfera de carbono esteja posicionada no centro de Cassiopeia A, e observação posteriores poderão oferecer indicações melhores quanto à natureza do objeto. Mas, acrescenta ele, o estudo que redigiu “talvez seja a melhor explicação disponível”.

 

A Nasa (a agência espacial americana) retomou hoje as tentativas para recuperar o robô “Spirit” que a agência espacial americana enviou ao planeta vermelho em 2004 e ficou atolado na areia desde abril passado.Nos últimos meses, os responsáveis pela missão têm tentado buscar uma solução para retirar o robô do local onde ficou preso, conhecido como “Tróia”.

Os cientistas fizeram experimentos na Terra com uma réplica do robô à qual submeteram as condições similares no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, ma sigla em inglês) da agência espacial, mas reconheceram que não será fácil.

“Será um processo longo e a probabilidade de fracasso é alta” disse o diretor do programa de prospecção de Marte da agência espacial, Doug McCuistion.

As rodas do “Spirit” estão afundadas na terra desde 23 de abril e ficaram presas em uma camada de areia.

Além disso, o “Spirit” tem as rodas dianteiras da parte direita bloqueadas desde 2006 devido a uma falha elétrica.

Na semana passada, a Nasa anunciou que dará ordem a partir da Terra para que o robô vá girando as rodas até conseguir recuperar o movimento de marcha à ré. Uma tarefa que poderá levar semanas.

“A mobilidade em Marte é difícil e qualquer que seja o resultado da operação de resgate do “Spirit” aumentará nosso conhecimento sobre como analisar o terreno e melhorar os robôs que serão enviados a Marte no futuro”, acrescentou McCuistion.

O “Spirit” foi colocado em Marte em janeiro de 2004 junto com outro robô gêmeo, o “Opportunity”, que foi deslocado para uma região oposta do planeta vermelho.

Inicialmente, os pesquisadores deram três meses de vida ativa.

Apesar de terem sofrido com o desgaste dos materiais e registrado problemas de funcionamento, ambos os veículos continuaram percorrendo Marte e transmitindo milhares de fotografias e informações sobre sua geologia e atmosfera.

Além de ter confirmado que em algum momento de sua história Marte abrigou água em forma líquida, os veículos exploradores de seis rodas já percorreram mais de 20 quilômetros da superfície do planeta.

Enquanto a Nasa redobra os esforços para salvar o “Spirit”, o “Opportunity” segue em direção a uma grande cratera chamada “Endeavor”.