10 TECNOLOGIAS DA NASA QUE VOCÊ VÊ NO SEU DIA A DIA – 1

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Aparelhos ortodônticos invisíveis

Muitos adolescentes – e beldades que dependem da imagem – se encolhem de medo diante da possibilidade de usar aparelhos ortodônticos. Ter os dentes em ordem costumava significar encher a boca de metal. Não mais. Aparelhos invisíveis chegaram ao mercado em 1987, e agora existem várias marcas.

Feito de alumina policristalina translúcida (TPA), material desenvolvido pela Nasa para proteger a antena infravermelha de mísseis de rastreamento térmico, os aparelhos ortodônticos invisíveis estão na boca de celebridades e de quem não quer um sor
Brent Deuel / iStockphoto
Feito de alumina policristalina translúcida (TPA), material desenvolvido pela Nasa para proteger a antena infravermelha de mísseis de rastreamento térmico, os aparelhos ortodônticos invisíveis estão na boca de celebridades e de quem não quer um sorriso metálico

Os aparelhos ortodônticos invisíveis são feitos de alumina translúcida policristalina (TPA). Uma empresa chamada Ceradyne desenvolveu a TPA em conjunto com a unidade de pesquisas de cerâmica avançada da Nasa (Nasa Advanced Ceramic Research) para proteger as antenas infravermelhas dos rastreadores de mísseis termoguiados.

Ao mesmo tempo, outra empresa, a Unitek, estava trabalhando em um novo projeto para aparelhos dentários – um design que poderia ser mais agradável esteticamente e que não teria o fator brilho metálico. A empresa descobriu que a TPA seria forte o bastante para aguentar o uso e é translúcida, fazendo dela o material principal para aparelhos invisíveis. Em razão de sua popularidade instantânea, os aparelhos invisíveis são um dos produtos mais bem-sucedidos da indústria ortodôntica [fonte: Nasa Scientific and Technical Information].

10 tecnologias da Nasa que você vê no seu dia a dia

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Em 1958, o presidente americano Dwight Eisenhower (1953-1961) assinou a Lei do Espaço, criando oficialmente a Agência Espacial Americana, a Nasa. Desde o começo, o propósito do novo grupo se estendia além das espaçonaves e das botas lunares. A lei estipulava que suas pesquisas e avanços deveriam beneficiar toda a população, e em seus 50 anos de história, a Nasa certamente preencheu esse requisito.

Embora a maioria das pessoas nunca tenha pisado na lua, todas provavelmente estão em contato com alguma tecnologia da Nasa que se transformou em produto de uso diário. Em parceria com várias equipes de pesquisa e companhias, a Nasa continua a gerar uma vasta gama de novas tecnologias e produtos que melhoram o nosso cotidiano. Passos básicos em saúde, segurança, comunicações e até em entretenimento encontram raízes no braço do governo americano normalmente associado com espaçonaves e pessoas flutuando. Na verdade, a Nasa registrou mais de 6.300 patentes com o governo americano [fonte: Nasa Scientific and Technical Information].

Todos os anos, desde 1976, a Nasa vem publicando uma lista de toda tecnologia e produto ligado à sua pesquisa. O jornal “Spinoff”, da Nasa, destaca esses produtos, que incluem coisas como marcapassos melhorados, máquinas de exercícios com tecnologia de ponta e rádio satélite. Esses produtos se tornaram possíveis graças às ideias e à inovação da Nasa.

Mas não é preciso ser um cientista de foguetes para usar muitas dessas tecnologias. Conheça dez dessas tecnologias que se transformaram em produtos de uso diário durante os próximos 10 dias.

Coreia do Sul fará em outubro 3ª tentativa de lançar foguete

KSLV-1
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A Coreia do Sul realizará entre os dias 26 e 31 de outubro uma nova tentativa de lançar ao espaço seu foguete Naro (KSLV-1), após dois lançamentos fracassados em 2009 e 2010, confirmou nesta terça-feira o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia em Seul.

O Naro é o primeiro foguete espacial desenvolvido pela Coreia do Sul conjuntamente com a Rússia, encarregada de fabricar o propulsor da primeira etapa de lançamento, enquanto a segunda etapa, alimentada por combustível sólido e que abriga um pequeno satélite, é de fabricação sul-coreana.

O primeiro lançamento do Naro-1, em agosto de 2009, foi considerado pelos analistas “um êxito pela metade” já que, embora o foguete tenha atingido a órbita desejada, um defeito nos mecanismos de abertura impediu a liberação adequada do satélite.

Na segunda tentativa de junho de 2010, o foguete sul-coreano explodiu aproximadamente dois minutos depois de decolar, um fracasso que mais tarde se atribuiu a problemas no sistema elétrico do projétil e que representou um sério revés para o programa espacial do país asiático.

Se conseguir lançar com sucesso o Naro nesta ocasião, a Coreia do Sul planeja iniciar o desenvolvimento de um foguete espacial de fabricação 100% nacional, o KSLV-2, mediante um programa espacial de três períodos que compreende o desenvolvimento de dois motores de impulsão até 2018.

A Coreia do Sul se impôs o objetivo de transformar-se na décima potência espacial do mundo ao unir-se ao seleto clube no qual figuram outros países asiáticos como China, Japão e Índia.

Neve em Marte!?

Marte

Dados do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da Nasa, deram aos cientistas a evidência mais clara até agora de neve de dióxido de carbono em Marte, o que fornece o único exemplo conhecido do composto caindo em algum lugar do nosso Sistema Solar em forma de neve. O dióxido de carbono congelado, conhecido como “gelo seco”, requer temperaturas menores de -125ºC.

A neve de dióxido de carbono lembrou aos cientistas que, apesar de algumas partes de Marte serem bastante parecidas com a Terra, o planeta vermelho é bastante diferente. O relatório será publicado no Journal of Geophysical Research.

“Estas são as primeiras detecções definitivas de nuvens de neve de dióxido de carbono”, disse o principal autor do relatório, Paul Hayne, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês). “Nós estabelecemos que as nuvens são formadas de dióxido de carbono – do próprio ar marciano – e que são grossas o suficiente para resultar em acúmulo de neve na superfície”, acrescentou.

A neve teria caído de nuvens em volta do polo sul do planeta no inverno. Hayne e seus colegas analisaram os dados olhando as nuvens bem acima e lateralmente com o Mars Climate Sounder, um dos instrumentos do satélite, que grava o brilho em nove bandas de luz visível e infravermelha, como uma forma de examinar partículas e gases na atmosfera marciana.

Os dados forneceram informações sobre a temperatura, os tamanhos de partículas e as suas concentrações. A análise é baseada em observações na região polar sul durante o inverno em 2006 e 2007, identificando a nuvem de dióxido de carbono de cerca de 500 km de diâmetro.

“Uma linha de evidência da neve é que as partículas de gelo do dióxido de carbono nas nuvens são grandes o bastante para cair no chão durante o tempo de vida das nuvens”, explica o coautor do estudo David Kass, também do JPL. “Outra vem de observações quando o instrumento está apontado para o horizonte, em vez de para a superfície. A assinatura de espectros infravermelhos das nuvens vistos por esse ângulo são, claramente, partículas de gelo de dióxido de carbono, e eles se estendem para a superfície. Vendo dessa forma, a Mars Climate Sounder é capaz de distinguir as partículas na atmosfera do gelo seco na superfície”, explica.

A camada de gelo residual no sul de Marte é o único lugar no planeta onde o dióxido de carbono persiste na superfície todo o ano. Como o dióxido de carbono da atmosfera fica depositado, no entanto, tem sido uma incógnita. Não está claro se ocorre como a neve ou congelando no nível do solo, como a geada. “A descoberta de neve poderia significar que o modo como ela se deposita – como neve, de fato, ou geada – está de alguma forma ligado à preservação da camada residual, ano após ano”, afirmou Hayne.

Argentina lança cápsula espacial para testar computador

A Associação Argentina de Tecnologia Espacial lançou nesta quinta-feira uma cápsula estratosférica a uma altitude de 20 km para testar como comandar um computador por controle remoto. A cápsula, denominada Clementina em homenagem ao primeiro computador científico que chegou à Argentina, há 50 anos, tem também a finalidade de estimular nos jovens o interesse pela ciência e tecnologia espacial.

O lançamento, realizado por meio de balões de gás hélio que propulsaram a sonda, ocorreu no Parque Astronômico La Punta, na província de San Luis, sede do 6º Congresso de Tecnologia Espacial. Os organizadores esperavam que a cápsula alcançasse 30 km de altura, mas o balão explodiu aos 20 mil m, o que “obrigou a antecipar o corte programado que separa o balão da carga” para iniciar a queda, explicaram em comunicado.

Clementina, que alcançou os 20 km em pouco menos de uma hora de voo, desceu depois a uma média de 17 km/h até aterrissar na própria província de San Luis. A sonda levava três sistemas de posicionamento para permitir seu rastreamento.

O boneco Gaturro e o robô Clemente foram os únicos “tripulantes” da cápsula, que levou em seu interior vários objetos que serão leiloados em benefício de um refeitório da cidade de Buenos Aires. Durante a viagem, três câmeras de alta definição capturaram imagens do voo de diversos ângulos. Dessa forma, a travessia, que foi transmitida pela internet, registrou imagens do território argentino desde o espaço, da curvatura da Terra e da escuridão do espaço.

Astrônomos descobrem ‘planetas solitários’, sem estrelas

Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um fenômeno até agora inconcebível: planetas que não parecem atraídos por uma estrela e que, ao contrário, vagam solitários pelo universo. Em uma varredura do cosmos realizada por dois anos, 10 planetas com aproximadamente a massa de Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, foram encontrados a distâncias tão grandes da estrela mais próxima que se poderia dizer que alguns deles flutuam livres pela Via Láctea.

A pesquisa, publicada na revista científica britânica Nature, é inovadora no campo da ciência dos exoplanetas, como são denominados os planetas localizados fora do nosso sistema solar. Mais de 500 destes planetas foram identificados desde 1995. Mas estes são os primeiros do tamanho de Júpiter que foram encontrados orbitando a esta distância da estrela mais próxima ou parecem “desconectados” dela.

Os novos planetas foram descobertos em uma busca por objetos entre 10 e 500 unidades astronômicas (UA) de uma estrela. A UA é uma medida padrão, que compreende a distância entre a Terra e o Sol, de cerca de 150 milhões de km.

Por comparação, Júpiter está a apenas 5 UA do Sol, enquanto Netuno, o planeta mais longínquo no nosso Sistema Solar, a 30. A teoria da fundação planetária diz que os planetas são aglomerados de poeira e gás e são atraídos por suas estrelas, condenados a orbitar em volta delas até que a estrela queime todo o seu combustível.

O artigo sugere que estes planetas distantes se libertaram da atração gravitacional em uma fase muito precoce. “Eles podem ter se formado em discos protoplanetários e subsequentemente, se dispersado no vazio ou em órbitas muito distantes”, afirmou.

O estudo foi escrito por duas equipes que usaram microlentes gravitacionais para analisar dezenas de milhões de estrelas da Via Láctea em um período de dois anos. Segundo esta técnica, uma estrela mais próxima passa em frente a outra, distante. O brilho da estrela longínqua é amplificado.

“As implicações desta descoberta são profundas”, disse o astrônomo alemão Joachim Wambsganss em um comentário, também publicado na Nature. “Temos um primeiro olhar de uma nova população de objetos de massa planetária em nossa galáxia. Agora precisamos explorar suas propriedades, distribuição, estados dinâmicos e história”, acrescentou.

Nave da Nasa entrou na órbita de Mercúrio nesta quinta-feira 17/03/2011

A Messenger estará a 46,14 milhões de km do Sol quando chegar à orbita de Mercúrio
A Messenger estará a 46,14 milhões de km do Sol quando chegar à orbita de Mercúrio

A Messenger está a 46,14 milhões de km do Sol na orbita de Mercúrio

Uma nave da agência espacial americana  entrou na órbita de Mercúrio nesta quinta-feira, para circundar o planeta durante um ano terrestre, como parte de um estudo sem precedentes. A sonda Messenger começou sua viagem há mais de 6 anos, quando foi lançada com destino ao Sistema Solar interno. Durante o percurso, sobrevoou a Terra, Vênus e Mercúrio.

Quando a Messenger acender seu maior propulsor às 00h45 GMT desta quinta-feira (21h45 de Brasília), uma manobra de 14 min lhe permitirá reduzir a velocidade e fixar a trajetória ao redor de Mercúrio, transformando-a na primeira nave espacial a orbitar o planeta mais próximo ao Sol, disse a Nasa. “A inserção colocará a nave em uma órbita de 12 h sobre Mercúrio, a uma altura mínima de 200 km”, indicou a agência espacial americana.

Quando chegar à órbita de Mercúrio, a Messenger estará a 46,14 milhões de km do Sol e 155,06 milhões de km da Terra. “A equipe da Messenger está pronta e ansiosa para que comecem as operações orbitais”, disse Sean Solomon, principal investigador do instituto Carnegie de Washington.