Ônibus espacial Endeavour parte em nova missão

O ônibus espacial Endeavour partiu nesta segunda-feira em direção à Estação Espacial Internacional (ISS) em uma missão de 13 dias, durante a qual será instalado o Tranquility, módulo que ampliará o espaço de trabalho na plataforma. Embora o céu estivesse um pouco nublado antes do lançamento, a nave decolou normalmente, às 4h14 (7h14 de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

O lançamento desta segunda-feira deve ter sido o último feito durante a noite da frota de ônibus espaciais da Nasa, que deve ser aposentada após completar cinco missões neste ano. O Endeavour permanecerá dois dias em órbita da Terra. Só depois será preparado para se acoplar à ISS, a cerca de 400 quilômetros da superfície terrestre.

Além do Tranquility, os astronautas usarão parte dos 13 dias da missão para instalar uma cúpula envidraçada que permitirá aos ocupantes da estação ter uma vista panorâmica da Terra e do céu sem distorções atmosféricas.

Para a instalação da peça, serão necessárias três caminhadas espaciais, de seis horas e meia cada uma. Tanto o Tranquility, construído pela Itália, como a cúpula são uma contribuição da Agência Espacial Europeia (ESA) ao projeto da ISS.

Da atual missão do Endeavour, participam o comandante americano de origem colombiana George Zamka, o piloto estreante Terry Virts e os especialistas Nicholas Patrick, Robert Behnken, Stephen Robinson e Kathryn Hire.

Nasa adia lançamento do ônibus espacial Endeavour

Minutos antes do lançamento, a Nasa cancelou a missão da espaçonave Endeavour

A agência espacial americana (Nasa) adiou, devido ao mau tempo, o lançamento previsto para este domingo da nave Endeavour à Estação Espacial Internacional (ISS).

O ônibus espacial faria uma missão de 13 dias para instalar um módulo que ampliará o espaço de trabalho na ISS.

Em comunicado, a Nasa informa que, de acordo com as condições climáticas, a tentativa poderá ser repetida já amanhã, às 7h14 (Brasília).

Nasa convida internautas a questionar astronautas pelo Twitter

Depois de permitir aos astronautas enviar mensagens diretamente à rede social Twitter do espaço, a Nasa convida agora os internautas a fazer perguntas à tripulação do Endevour, que decola no domingo para a Estação Espacial Internacional (ISS), através do microblog.

A agência espacial americana informou que o astronauta Mike Massimino, no Controle da Missão em Houston, Texas, transmitirá as perguntas enviadas nos próximos dias à tripulação do ônibus espacial Endeavor.

As respostas serão conhecidas durante uma sessão de vídeo aovivo, de 20 minutos, que será transmitida pela internet e pelo canal de TV da Nasa a partir das 8h24 GMT (6h24 de Brasília) do dia 11 de fevereiro.

As perguntas devem ser enviadas para a conta de Mike Massimino no Twitter: @astro_Mike

O lançamento do Endeavour está previsto para domingo. Outros dois astronautas da missão, o americano Timothy “TJ” Creamer, engenheiro de voo das Nasa (@Astro_TJ), e o japonês Soichi Noguchi (@Astro_Soichi), já enviam mensagens ao Twitter regularmente.

Plutão muda de cor e seu hemisfério norte é mais brilhante

As últimas imagens de Plutão transmitidas pelo telescópio Hubble mostram que o planeta anão muda de cor, de intensidade luminosa, e que sua camada de gelo de azoto flutua, segundo as observações apresentadas, que permitem melhor compreender este astro celeste.

As imagens tomadas pelo Hubble indicam que Plutão, que perdeu seu estatuto de planeta do sistema solar em 2006 devido a seu pequeno tamanho, está 20% mais vermelho, comparado às últimas décadas.

Além disso, seu hemisfério norte é muito mais brilhante. Estas mudanças são, provavelmente, consequência do derretimento do gelo do polo norte, exposto ao sol e ao retorno da glaciação no polo sul mais sombrio, enquanto Plutão realiza seu próximo ciclo sazonal que dura 248 anos.

As análises das diferentes imagens indicam que uma mudança drástica de cor se produziu entre 2000 e 2002.

As imagens do Hubble confirmam que Plutão não é uma bola de gelo e rochas, mas um mundo em movimento que passa por mudanças atmosféricas importantes.

As variações sazonais são explicadas por sua órbita elíptica de 248 anos em torno do sol mais do que pelas variações em torno de seu eixo de rotação que tornam as estações assimétrica. É assim que uma estação pode durar 120 anos em Plutão.

Observações feitas a partir de vários telescópios em terra, em 1988 e 2002, mostram que a atmosfera de Plutão dobrou de volume durante este período devido ao aquecimento do hemisfério norte que fez fundir o gelo de azoto.

Nasa divulga imagem inédita de pequena galáxia com cauda

A fotografia da Pequena Nuvem de Magalhães mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita (região avermelhada)

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta sexta-feira uma imagem da galáxia Pequena Nuvem de Magalhães, a 200 mil anos-luz da Terra, de uma forma nunca antes observada, pois identifica estrelas e poeira em seu interior. A fotografia, captada pela câmera do telescópio espacial Spitzer, mostra o corpo principal da galáxia (à esq.), com uma cauda que se estende para a direita.

Segundo a agência, o corpo da Pequena Nuvem de Magalhães é composto por duas estrelas velhas (cor azul) e estrelas jovens que iluminam a escuridão do espaço com poeira cósmica (verde e vermelho). Enquanto o lado esquerdo da pequena galáxia é formado por estrelas jovens, a cauda é repleta de gás, poeira e também estrelas recém formadas.

A partir dos dados registrados pelo Spitzer, os astrônomos confirmaram que a região da cauda foi recentemente arrancada do corpo principal da galáxia. Dois dos grupos da cauda, ainda incorporados às nuvens onde nasceram, podem ser vistos nos pontos vermelhos da imagem.

Estas observações estão sendo usadas pelos cientistas para estudar o ciclo de vida da poeira cósmica em toda a galáxia: a partir da formação em atmosferas estelares, ao reservatório contendo o atual meio interestelar e ao pó consumido na formação de novas estrelas. Atualmente, a poeira interestelar é pesada, medindo a intensidade e a cor da emissão de comprimentos de onda infravermelhos longos. A Pequena Nuvem de Magalhães, e sua companheira, a Grande Nuvem de Magalhães, são duas galáxias onde este tipo de pesquisa é possível.

Nave de carga russa se acopla com sucesso à ISS

A nave de carga russa Progress M-04M se acoplou com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

“O procedimento aconteceu em regime automático”, explicou à agência “Interfax” o porta-voz do CCVE, Valeri Lindin, que destacou que, pela primeira vez na história da ISS, há quatro naves russas enganchadas à plataforma ao mesmo tempo: as Soyuz TMA-16 e TMA 17 e as Progress M-03M e M-04.

Lindin explicou que a abertura da escotilha entre a nave recém chegada e a ISS acontecerá por volta das 6h de Brasília, assim que for concluído o processo de equiparação de pressões entre os dois.

A nave de carga, que foi lançada na quarta-feira passada da base de Baikonur (Cazaquistão), levou à plataforma espacial 1,1 tonelada de combustível, 49 quilos de oxigênio, 363 quilos de água, 133 quilos de alimentos e 98 quilos de equipamentos médicos, roupas e artigos de higiene.

Atualmente, a tripulação da ISS é integrada pelos russos Maxim Surayev e Oleg Kotov, os americanos Jeff Williams e Timothy Creamer, e o japonês Soichi Noguchi.

Nasa desvenda mistério da estrela que ‘desaparecia’ no céu

Nesta concepção artística, a estrela Epsilon Aurigae emerge entre o disco de poeira do objeto que a acompanha

Astrônomos da Agência Espacial Americana (Nasa) encontraram a solução para um dos enigmas seculares da astronomia: a estela que desaparece a cada 27 anos. Usando o Telescópio Espacial Spitzer, eles descobriram que a nuvem de poeira que gira em torno do objeto que acompanha a estrela é a responsável por este “eclipse”. As informações são da Nasa.

A brilhante estrela Epsilon Aurigae é acompanhada por um pequeno objeto cercado por um denso disco de poeira que, a cada 27 anos, a encobre por um período de dois anos.

A descoberta aconteceu graças à visão infravermelha do Spitzer que revelou o verdadeiro tamanho do disco de poeira e da estrela que antes se acreditava ser supergigante. Em vez disso, a Epsilon Aurigae é uma estrela brilhante com muito menos massa do que se imaginava.

ESA e Nasa pedem ideias para instrumentos de missão a Marte

Agências espaciais da missão a Marte, programada para 2016, quer a ajuda de cientistas do mundo inteiro para desenvolver os instrumentos que serão utilizados durante a viagem

A ESA, agência espacial europeia, e a Nasa, agência espacial americana, estão convidando cientistas de todo o mundo a propor instrumentos para a sua missão conjunta a Marte, batizada de ExoMars Trace Gas Orbiter. As equipes dos projetos aprovados serão as responsáveis por construir as ferramentas.

A primeira nave do projeto, a Trace Gas Orbiter, será contruída pela ESA e lançada pela NASA. Com lançamento programado para 2016, a nave irá explorar a atmosfera marciana, com especial atenção a um de seus compostos, o metano – que poderia sinalizar a presença de vida no planeta.

De acordo com a ESA, os cientistas estão particularmente interessados em descobrir por que o metano está concentrado em apenas três locais em Marte e por que ele desaparece tão rapidamente da atmosfera. Uma equipe das agências elaborou um modelo baseado em tecnologias já existentes, mas quer ajuda para transformar o projeto em realidade.

“Estamos abertos a todas as propostas de ferramentas, desde que elas nos ajudem a atingir os nossos objetivos científicos”, disse Jorge Vago, cientista da ESA no projeto ExoMars, em comunicado à imprensa. Os site em que os cientistas podem apresentar suas propostas é o esamars.notlong.com.

Nasa faz desconto de US$ 14 milhões na venda de ônibus espaciais

Falta pouco para a aposentadoria da frota de ônibus espacias da Nasa e nem todas as naves têm destino certo. Em nota, a agência espacial americana, anunciou que reduziu de US$ 42 milhões para US$ 28,8 milhões, o valor a ser pago por qualquer organização que queira comprar e expor os ôninus espaciais após eles serem desativados.

O ônibus espacial Atlantis é um dos cargueiros disponíveis para venda e poderá ser entregue em 2011.

Segundo a Nasa, o ônibus espacial Discovery será entregue ao Museu Nacional de Ar e Espaço dos EUA, onde poderá ser apreciado pelo grande público. Restam ainda os ônibus Endeavour e Atlantis, disponíveis para compra. As instituições interessadas em adquirir uma das naves têm o prazo até o dia 19 de fevereiro para enviar suas propostas à agência americana.

As naves devem sair de ciculação já no segundo semestre deste ano e serão entregues aos compradores em 2011.

Missões atuais
Atualmente, os cosmonautas Oleg Kotov e Max Suraev trabalham na plataforma orbital na missão da nave Soyuz TMA-16. A dupla trabalha no módulo Poisk, que servirá para receber naves russas.

Os cosmosnautas serão, inclusive, os primeiros a usar a nova escotilha, quando reposicionarem a nave Soyuz na operação prevista para a próxima quinta-feira (21).

Em Terra, prosseguem os preparativos para o próximo lançamento do ônibus espacial Endeavour. A nave parte em fevereiro para a Estação Espacial Internacional e será o penúltimo voo da Endeavour antes de sua aposentadoria.

Canhão espacial: Cientista propõe método econômico de lançamento

Colocar cargas no espaço requer energia e dinheiro. Aliás, muito dinheiro. Atualmente, mesmo com a redução de custos impostos pela crise mundial, colocar uma carga de apenas 1 quilo em órbita baixa custa pelo menos 10 mil dólares, fora uma centena de outros valores envolvidos no processo. No entanto, uma nova técnica promete reduzir drasticamente esses valores e colocar no espaço cargas a 500 dólares por quilo.

Concepção artística mostra duas cenas do super canhão. No topo, o canhão é visto submerso, estabilizado por sistemas de lastro. Acima, a carga útil é vista após o disparo.

A idéia é baseada em um projeto do cientista John Hunter, que em 1992 utilizou um super canhão de 130 metros de comprimento para lançar foguetes supersônicos, mas o novo disparador ultrapassará 1 quilômetro de comprimento.
Mudanças
Originalmente, o pistão alimentado por metano era comprimido com hidrogênio até o ponto em que pressão fosse suficientemente alta para disparar o projétil. No projeto atual, batizado de Quicklaunch, o pistão foi substituído por um sistema de combustão de gás natural, que aquece o hidrogênio a 1430 graus Celsius, aumentando em 500% a pressão dentro do canhão, que terá com 1200 metros de comprimento.

No momento em que o operador abre a válvula, o hidrogênio quente e pressurizado invade o longo cano e se expande, disparando o projétil em direção ao espaço. Assim que a carga deixa a extremidade, um sistema em forma de íris imediatamente se fecha na ponta do cano, permitindo que 93% do hidrogênio permaneçam confinados e sejam reutilizados. Em vôo, um pequeno foguete entra em operação e insere a carga em órbita baixa.

Concepção artística mostra duas cenas do super canhão. No topo, o canhão é visto submerso, estabilizado por sistemas de lastro. Acima, a carga útil é vista após o disparo.

Limitações
Segundo Hunter, a pressão criada seria suficiente para lançar uma carga útil de 450 kg a seis quilômetros por segundo, mas como a força G seria de aproximadamente 5 mil Gs, apenas cargas muito robustas poderiam ser lançadas, como satélites em invólucros reforçados ou contêineres de combustível.

O calor gerado no disparo seria de curta duração, com o projétil atingindo a atmosfera em menos de 100 segundos. Hunter também acredita que o invólucro precisará ser reprojetado, uma vez que a camada externa deverá queimar com o disparo.
Submerso
A proposta do cientista é operar o “Quicklauncher” a partir do oceano, próximo à linha do equador, onde a maior rotação da Terra ajudará a impulsionar a carga em direção ao espaço. O canhão iria flutuar com metade do seu comprimento abaixo da superfície, onde seria estabilizado por um sistema de lastro.

O primeiro disparo será feito em fevereiro, com um protótipo de apenas 3 metros e o teste definitivo com o canhão quilométrico será feito em 7 anos. De acordo com Hunter, o custo estimado para o desenvolvimento é de cerca de 500 milhões de dólares, que apesar de considerável, tem grande potencial de economia a longo prazo, já que o canhão será reutilizável.