Telescópio espacial Kepler descobre novo sistema planetário

Às vezes, dois ou mais planetas passam na frente da estrela de uma só vez, como mostra essa concepção de um trânsito simultâneo de três planetas observados pelo telescópio espacial Kepler em 26 de agosto de 2010.
Às vezes, dois ou mais planetas passam na frente da estrela de uma só vez, como mostra essa concepção de um trânsito simultâneo de três planetas observados pelo telescópio espacial Kepler em 26 de agosto de 2010.

Às vezes, dois ou mais planetas passam na frente da estrela de uma só vez, como mostra essa concepção de um trânsito simultâneo de três planetas observados pelo telescópio espacial Kepler em 26 de agosto de 2010.

Cientistas usando o telescópio espacial Kepler,recentemente descobriram seis planetas constituídos por uma mistura de rocha e gases que órbitam uma estrela, conhecida como Kepler-11, que está localizada a aproximadamente 2.000 anos-luz da Terra.

“Poucas estrelas são conhecidos por terem mais de um planeta em trânsito, e Kepler-11 é a primeira estrela conhecida por ter mais de três”, disse Lissauer. “Então nós sabemos que sistemas como este não são comuns. Há certamente muito menos do que um por cento de estrelas que têm sistemas como o Kepler-11.

Todos os planetas que orbitam Kepler-11, uma estrela anã amarela, são maiores que a Terra, com os maiores sendo comparável com Urano e Netuno. O planeta interno, Kepler-11b, é dez vezes mais perto de sua estrela do que a Terra é do sol. Mudando para o exterior, os outros planetas são Kepler-11c, Kepler 11d, Kepler-11e, Kepler-11F, e Kepler-11g, que é duas vezes mais próximo da sua estrela do que a Terra é do sol.

 

Sonda japonesa retorna à Terra após pousar em asteroide

A Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa) afirma que a sonda espacial Hayabusa retornou à Terra neste domingo e pousou na Austrália. O equipamento que foi lançado em 9 de maio de 2003 e retornou após pousar no asteroide Itokawa.

A Hayabusa alcançou seu alvo em 12 de setembro de 2005 após viajar 2 bilhões de km. Em setembro e outubro do mesmo ano, a sonda completou análise e medição da geometria do asteroide e, em novembro, fez dois pousos na superfície para coletar amostras do Itokawa.

Segundo a Jaxa, a missão foi capaz de realizar várias descobertas sobre o asteroide, como as condições de sua gravidade e superfície.

Agências espaciais vão filmar reentrada de sonda na atmosfera

Concepção artística do retorno da Hayabusa (à esq.) e da cápsula com a amostra do asteroide (à dir.), sobre o sul da Austrália

Quase 30 cientistas da Nasa, a agência espacial americana, da Jaxa, a congênere japonesa, e de outras organizações vão filmar e fotografar a reentrada na atmosfera da sonda Hayabusa, de volta ao lar depois de uma missão que durou 7 anos. Uma cápsula especial vai se destacar da sonda, trazendo o tesouro da jornada: uma amostra do asteroide Itokawa, “sequestrado” há 5 anos.

A bordo de uma aeronave-laboratório Douglas DC-8, a 12 quilômetros de altitude, os astrônomos querem documentar em detalhes todo o evento luminoso. A Hayabusa em si, com seus 510 quilos, vai se espatifar como um cometa artificial em uma região inóspita da Austrália por volta das 11h de domingo. Antes disso, cápsula vai se desprender e distanciar quase 2 quilômetros da nave-mãe e, se tudo der certo, aguentará o tranco, protegendo a valioso fragmento do Itokawa.

“O resto da nave vai se decompor em vários pedaços, virando uma espécie de meteoro construído pelo homem”, explicou Peter Jenniskens, membro da Nasa e principal responsável pela campanha de documentação.

Quando a Hayabusa chegar a 58 quilômetros da superfície da Terra, seu escudo térmico vai experimentar temperaturas superiores a 2.700°C. O gás em torno da cápsula vai bater em 7.000°C (mais quente que a superfície do Sol).

Japão lança espaçonave impulsionada por “vela solar”

Ikaros já enviou imagem da vela solar para a Terra

Cientistas da agência espacial japonesa, Jaxa, lançaram uma espaçonave impulsionada por uma “vela solar”, a sonda espacial Ikaros. A sonda, em formato de disco, é ligada à uma membrana de 200 m² de área, dotada de células solares finíssimas capazes de gerar energia.

A Ikaros vai demonstrar o princípio do uso da luz solar como um método simples e eficiente de propulsão. Esta técnica tem sido apontada como uma forma eficiente de mover espaçonaves pelo sistema solar sem o uso de combustíveis químicos.

A Ikaros foi colocada em órbita em maio por um foguete do tipo H-IIA. A agência espacial japonesa informou que seus cientistas e engenheiros começaram as operações da vela solar no dia 3 de junho. No dia 10 de junho, de acordo com a Jaxa, os cientistas receberam a confirmação de que a vela tinha sido estendida.

Aplicações espaciais
O princípio usado na vela solar japonesa é simples. Fótons, ou partículas de luz, caem em uma superfície altamente reflexiva, ultra-fina (neste caso, apenas 7,5 microns), e exercem pressão. A força é minúscula, porém contínua. No decorrer do tempo, deve produzir uma velocidade considerável.

As velas solares dificilmente substituirão sistemas convencionais de propulsão, como combustíveis químicos, mas têm o potencial de cumprir um papel muito mais importante em certos tipos de missão espacial.

Alguns satélites em órbita geoestacionária acima da Terra usam flaps no fim de seus painéis solares para capturar pressão da luz solar e manter a altitude correta, por exemplo.

Este tipo de operação leva a uma economia considerável de combustível e os cientistas afirmam que esta estratégia poderá aumentar a longevidade de algumas missões espaciais em muitos meses.

Desafio
No entanto, enviar uma grande membrana para o espaço é uma tarefa desafiadora. A espaçonave circular Ikaros foi lançada com a vela enrolada à sua volta.

O plano era desabotoar os quatro cantos da membrana e permitir que elas se abrissem enquanto o módulo central girava. Uma câmera colocada no centro da Ikaros confirmou que a vela realmente se estendeu.

Os cientistas japoneses agora esperam poder controlar esta enorme membrana. Se a vela desenvolver algum tipo de instabilidade, a membrana poderá se dobrar, arruinando a experiência.

A Ikaros foi lançada junto com outra sonda espacial japonesa, a Akatsuki, que vai estudar a atmosfera de Vênus a partir de dezembro, quando chegar ao planeta.

Fracassa lançamento de foguete pela Coreia do Sul, diz governo

Após adiamento do lançamento, inicialmente marcado para esta quarta-feira, a equipe sul-coreana voltou a ficar sob tensão, quando, dois minutos depois da partida, o contato com o foguete foi perdido

A Coreia do Sul lançou nesta quinta-feira seu foguete espacial Naro-1 (KSLV-1) para pôr em órbita um satélite científico, mas dois minutos depois os controladores em terra perderam a comunicação com o aparelho.

Segundos após a decolagem, os controladores do centro espacial perderam a comunicação com o foguete, logo depois de superar a velocidade do som, segundo informaram os cientistas. O foguete foi lançado da base espacial da ilha de Naro, na província de Jeolla, cerca de 485 quilômetros ao sul de Seul, às 17h01 pelo horário local (5h01 em Brasília).

A sequência do lançamento, que em primeiro momento parecia transcorrer com normalidade, devia ajudar a separar da primeira fase do foguete quatro minutos depois da decolagem, enquanto o satélite devia separar-se cinco minutos mais tarde, a cerca de 302 quilômetros de altura.

O foguete parece ter explodido no ar, informou o ministro de Ciência e Tecnologia sul-coreano, Ahn Byung-man. Aparentemente, o foguete explodiu apenas 137,19 segundos depois da decolagem, após alcançar uma altitude de 70 quilômetros.

Este é o segundo fracasso consecutivo no programa espacial da Coreia do Sul, que pretendia se transformar no décimo país do mundo a lançar ao espaço um foguete de fabricação própria, construído com a colaboração da Rússia.

O ministro disse que os controladores viram uma forte luz na parte superior da câmara do foguete, o que poderia confirmar sua explosão. No entanto, em um primeiro momento, havia esperanças de que o foguete tivesse seguido seu caminho como estava previsto até colocar o satélite que carregava em órbita.

Cientistas de Coreia do Sul e Rússia deram início a uma análise detalhada da trajetória do foguete e será formado um comitê de investigação dos dois países para esclarecer as causas da possível explosão.

A primeira fase do foguete devia desprender-se aos 232 segundos, cerca de quatro minutos depois da decolagem, e cinco minuto depois devia colocar em órbita, a 302 quilômetros de altura, o satélite de cem quilos que transportava.

Adiamentos
O Naro-1 seria lançado na quarta-feira, mas a decolagem teve que ser adiada devido a um problema no sistema de prevenção de incêndios na plataforma de lançamento.

Em agosto do ano passado, a Coreia do Sul tentou pôr em órbita um satélite com seu primeiro foguete de fabricação própria, mas o aparelho não chegou a entrar em órbita.

Os especialistas consideraram que o teste de 2009 teve êxito parcial, já que o foguete, fabricado em colaboração com a Rússia, funcionou sem problemas – mesmo que o satélite não tenha chegado a orbitar.

Telescópio registra estrela gigante “alimentando” uma menor

Imagem composta (no detalhe) com registro em raio-X do telescópio Chandra (em vermelho), do Hubble (verde) e do telescópio VLA (azul) mostra o disco que se forma entre as duas estrelas e "alimenta" a menor delas

A administração do telescópio Chandra divulgou nesta quarta-feira uma imagem do sistema binário de estrelas CH Cyg, que fica a 800 anos-luz da Terra e no qual uma anã branca é “alimentada” pelos ventos de uma gigante vermelha.

O vento na verdade é formado por partículas emanadas pela gigante vermelha. Essas partículas se acumulam e formam um disco antes de chegarem ao astro menor. Segundo os cientistas, o telescópio registrou um poderoso jato emanado pela estrela maior a uma velocidade de aproximadamente 4,8 milhões de km/h.

Os astrônomos afirmam que é a primeira vez que um jato desses é visto em raio-X tão detalhadamente nesse sistema, podendo, inclusive, ser distinguida a direção na qual gira o disco criado pelo vento da estrela.

Ainda de acordo com os cientistas, a extensão do jato chega a 750 unidades astronômicas (ou seja, 750 vezes a distância da Terra ao Sol, ou 20 vezes a da nossa estrela a Plutão). Os astrônomos acreditam que a qualidade da observação pode fazer com que ela seja utilizada como modelo para estudar a formação e propagação de jatos de partículas em sistemas estelares muito mais complexos e distantes que o nosso.

Telescópio que procura novos planetas faz primeiros registros

A primeira imagem registra pelo Trappist foi da nebulosa de Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães - uma das galáxias mais próximas da Via Láctea

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) anunciou que o Trappist (Pequeno Telescópio de Trânsito de Planetas e Planetesimais, na sigla em inglês), no observatório La Silla, no Chile, começou a fazer os primeiros registros de teste com sucesso. O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade de Liège (Bélgica) e com o Observatório de Genebra (Suíça), será dedicado ao estudo de sistemas planetários através de duas formas: a busca de planetas fora do Sistema Solar (exoplanetas) e também de cometas que orbitam o Sol.

Apesar de estar localizado no Chile, o pequeno telescópio de 60 cm será operado em Liège, a 12 mil km de distância. “Os dois temas (de pesquisa) do projeto Trappist são partes importantes de um campo interdisciplinar de pesquisa (a astrobiologia) que visa estudar a origem e a distribuição da vida no universo”, diz o pesquisador Michaël Gillon, que lidera o estudo de exoplanetas do projeto.

“Planetas similares à Terra são alvos óbvios na busca por vida fora do Sistema Solar, enquanto cometas são ‘suspeitos’ de terem um importante papel no aparecimento e desenvolvimento da vida no nosso planeta”, diz o também pesquisador Emmanuël Jehin, que lidera o estudo de cometas.

Ao contrário de muitas outras observações astronômicas, a pesquisa por exoplanetas não é caracterizada por belas imagens. Às vezes, os dados mais importantes aparecem em gráficos de observações dos telescópios. Os planetas fora do Sistema Solar podem ser encontrados por um pequeno decréscimo de brilho em sua estrela – isso acontece quando ele passa em frente à estrela, bloqueando parte da luz. Quanto maior o planeta, mais ele bloqueia a passagem de luz, fazendo com que o brilho caia mais e, portanto, mais facilmente ele é detectado.

Para registrar cometas, o telescópio foi equipado com filtros especiais largos e considerados de alta qualidade, o que permite aos astrônomos registrarem a presença de diversos tipos de moléculas nos cometas durante sua viagem ao redor do Sol.

O Trappist vai funcionar integrado a outros dois telescópios bem maiores – o Coralie, de 3,6 m, e o suíço Leonhard Euler Telescope, de 1,2 m – ambos também em La Silla. Além disso, o novo observador foi instalado na construção que abrigava o antigo T70, da Suíça. O ESO afirma que a colaboração entre as três instituições possibilitou a rápida realização do projeto – foram dois anos entre a decisão de construí-lo e os primeiros registros. O equipamento é robótico e totalmente automatizado, podendo percorrer o céu com alta velocidade e precisão.