Saturno pode estar “produzindo” novas luas, diz estudo

A lua Epimetheus é uma das pequenas e jovens que orbitam Saturno. Ela é tão pequena que na imagem aparece apenas como um ponto próximo aos anéis do planeta. Na área inferior direita, pode ser vista a lua Tétis

Um novo estudo indica que sete luas de Saturno foram formadas recentemente – há cerca de 10 milhões de anos, cerca de 4 bilhões de anos depois que os outros 55 maiores corpos que orbitam o planeta. A pesquisa diz que o planeta pode estar “produzindo” mais luas já que o processo que criou as sete mais jovens ainda está ativo. As informações são da Science.

Anteriormente, os cientistas acreditavam que as sete pequenas luas que orbitavam abaixo ou dentro dos anéis do planeta foram formadas no início do sistema solar, devido ao seu formato parecido com o de asteroides. Contudo, medições da sonda Cassini indicaram que a densidade dessas luas era muito baixa, menos de 1 g por cm³. O dado indicava que ao contrário do Sol, dos planetas e de outros satélites naturais do sistema, as luas do anel de Saturno não se condensaram a partir de um grande e primitivo disco de gás e poeira.

Um modelo de computador utilizado na pesquisa – que combinou e adaptou outros modelos que simulavam a formação do sistema solar e a órbita dos planetas – indicou que os sete satélites naturais podem ter condensado diretamente dos anéis de Saturno e manter sua fraca consistência.

Cientistas já acreditavam que essas luas poderiam ter se formado a partir dos anéis, mas não haviam conseguido simular essa possibilidade anteriormente. De acordo com o pesquisador Sébastien Charnoz, da Universidade Paris Diderot, na França, a nova simulação indica inclusive que esse processo pode continuar, agregando material dos anéis e formando grandes objetos que, no futuro, podem se transformar em pequenas luas, assim como as sete jovens.

Nasa: estudo mostra que pode haver vida em lua de Saturno

Reprodução artística mostra superfícia de Titan, lua de Saturno que pode acolher vida

Pesquisadores da Nasa acreditam ter encontrado evidências claras de vida em Titan, uma das luas de Saturno. Segundo os especialistas, ela é a única que apresenta as características químicas para acomodar seres vivos.

As afirmações se baseiam na variação da quantidade recursos, como hidrogênio, na superfície de Titan. Duas pesquisas feitas tiveram resultados diferentes, sendo que a primeira mostrou uma maior quantidade que a segunda. Os cientistas acreditam que esses recursos tenham sido consumidos pela forma de vida presente no satélite.

“Acreditamos no consumo de hidrogênio, pois é o gás óbvio da vida em Titan, como temos aqui na Terra. Isso seria muito emocionante, pois seria uma segunda forma de vida, diferente da baseada na água, como na Terra”, disso o astrobiólogo da Nasa, Chris McKay.

Detectada em Saturno a maior aurora boreal do Sistema Solar

A sonda espacial Cassini detectou auroras boreais na atmosfera de Saturno que, de acordo com os cientistas, seriam as maiores já observadas no Sistema Solar. Imagens captadas pela Cassini mostraram as cortinas com cerca de 1,2 mil km de largura – o dobro maiores que as registradas na Terra -, localizadas sobre o hemisfério norte do planeta.

As auroras boreais são fenômenos ópticos que brilham em regiões próximas às zonas polares dos planetas. Na Terra, o fenômeno ocorre por causa do impacto de partículas oriundas da magnetosfera – bolha magnética que rodeia um planeta – que se introduzem na atmosfera superior terrestre.

Os cientistas da California Institute of Technology, responsável pelo estudo, informaram que as auroras boreais nunca haviam sido vistas em Saturno, apesar da suspeita de que sempre estiveram lá. Além disso, as observações podem ajudar a explicar melhor como elas se formam.

A altitude das auroras boreais de Saturno possuem diferenças em relação às da Terra, pois são compostas basicamente de hidrogênio. Já as da Terra são cheias de oxigênio e nitrogênio. Como o hidrogênio é um gás muito rápido, a atmosfera e as auroras alcançam distâncias maiores do planeta. Na Terra, o fenômeno tende a atingir entre 100 e 500 km.

Tempestade mais longa do Sistema Solar atinge Saturno

Uma violenta tempestade, que começou em meados de janeiro de 2009 na atmosfera de Saturno para continuar ininterruptamente nos oito meses seguintes, é a de maior duração até agora registrada no Sistema Solar, anunciaram astrônomos. Esta tempestade é a nona observada pela sonda norte-americana Cassini, em órbita ao redor de Saturno desde 2004, segundo os resultados apresentados no Congresso Europeu de Ciência Planetária (ESPC, siglas em inglês) realizado esta semana em Potsdam, próximo a Berlim.
Estes fenômenos atmosféricos, que podem se estender em uma zona de 3 mil km de diâmetro, são registrados normalmente na região que os cientistas batizaram como “Avenida das tempestades”, situada 35° ao sul do equador de Saturno. As descargas elétricas provocadas pelas tempestades de Saturno geram emissões de ondas de rádio dez mil vezes mais potentes do que as tempestades terrestres, indicaram os astrônomos em um comunicado.
“Essas tempestades não só são surpreendentes por sua intensidade e longevidade, como as ondas de rádio que emitem são igualmente úteis para se estudar a ionosfera de Saturno”, ressalta Georg Fischer da Academia de Ciências da Áustria que participa das análises dirigidas por uma equipe de cientistas austríacos, norte-americanos e franceses.
Os níveis de ionização dessa camada da atmosfera, captados graças ao instrumento RPWS (que recolhe dados de ondas de rádio e de plasma) da Cassini, são cem vezes maiores sobre a face diurna do que sobre a face noturna de Saturno, o que confirma os dados captados pela sonda Voyager entre 1980 e 1981. A tempestade de grande duração anterior em Saturno, de sete meses e meio, ocorreu entre novembro de de 2007 e julho de 2008.

Uma violenta tempestade, que começou em meados de janeiro de 2009 na atmosfera de Saturno para continuar ininterruptamente nos oito meses seguintes, é a de maior duração até agora registrada no Sistema Solar, anunciaram astrônomos. Esta tempestade é a nona observada pela sonda norte-americana Cassini, em órbita ao redor de Saturno desde 2004, segundo os resultados apresentados no Congresso Europeu de Ciência Planetária (ESPC, siglas em inglês) realizado esta semana em Potsdam, próximo a Berlim.

Estes fenômenos atmosféricos, que podem se estender em uma zona de 3 mil km de diâmetro, são registrados normalmente na região que os cientistas batizaram como “Avenida das tempestades”, situada 35° ao sul do equador de Saturno. As descargas elétricas provocadas pelas tempestades de Saturno geram emissões de ondas de rádio dez mil vezes mais potentes do que as tempestades terrestres, indicaram os astrônomos em um comunicado.

“Essas tempestades não só são surpreendentes por sua intensidade e longevidade, como as ondas de rádio que emitem são igualmente úteis para se estudar a ionosfera de Saturno”, ressalta Georg Fischer da Academia de Ciências da Áustria que participa das análises dirigidas por uma equipe de cientistas austríacos, norte-americanos e franceses.

Os níveis de ionização dessa camada da atmosfera, captados graças ao instrumento RPWS (que recolhe dados de ondas de rádio e de plasma) da Cassini, são cem vezes maiores sobre a face diurna do que sobre a face noturna de Saturno, o que confirma os dados captados pela sonda Voyager entre 1980 e 1981. A tempestade de grande duração anterior em Saturno, de sete meses e meio, ocorreu entre novembro de de 2007 e julho de 2008.

Astrônomos: cometa foi lua temporária de Júpiter por 12 anos

Um cometa foi há cerca de 60 anos e durante 12 anos uma lua temporária de Júpiter, anunciaram nesta segunda-feira os astrônomos reunidos no Congresso Europeu de Ciência Planetária (ESPC), que acontece esta semana em Potsdam, perto de Berlim.
O cometa 147P/Kushida-Muramatsu se manteve em órbita de Júpiter de 1949 a 1961, segundo uma equipe internacional dirigida por Katsuhito Ohtsuka (Tokyo Meteor Network), que criou um modelo das trajetórias de 18 cometas suscetíveis de se encontrar temporariamente atuando como satélites do maior planeta do Sistema Solar. Os cometas, pequenos corpos celestes compostos essencialmente de água congelada e rochas, se deslocam em órbitas muito elípticas e a maior parte do tempo a grandes distâncias do Sol.
A maioria dos cometas presos temporariamente por Júpiter o abandonam sem nem mesmo conseguir completar uma órbita em torno do planeta. Este cometa que conseguiu completar duas revoluções em torno de Júpiter figura agora entre os cinco que conseguiram realizar pelo menos uma órbita. E é um dos três que passaram mais tempo em torno do planeta gigante.
“Os resultados de nosso estudo sugerem que os impactos sobre Júpiter e a captura de satélites temporários podem acontecer mais assiduamente do que se pensava até agora”, assinalou David Asher (Armagh Observatory, Gran Bretaña), que apresentou os dados em Potsdam. Os asteroides ou cometas podem ser vítimas dos efeitos de maré gerados pela forte gravidade de Júpiter, como ocorreu com o cometa Shoemaker-Levy 9, que se partiu em 21 pedaços sobre a superfície de Júpiter em 1994.
Os rastros de um novo impacto sobre Júpiter, descobertos em julho passado por um astrônomo amador e confirmados pela Nasa, podem corresponder, segundo Asher, a um objeto da mesma categoria que este cometa.

Um cometa foi há cerca de 60 anos e durante 12 anos uma lua temporária de Júpiter, anunciaram nesta segunda-feira os astrônomos reunidos no Congresso Europeu de Ciência Planetária (ESPC), que acontece esta semana em Potsdam, perto de Berlim.

O cometa 147P/Kushida-Muramatsu se manteve em órbita de Júpiter de 1949 a 1961, segundo uma equipe internacional dirigida por Katsuhito Ohtsuka (Tokyo Meteor Network), que criou um modelo das trajetórias de 18 cometas suscetíveis de se encontrar temporariamente atuando como satélites do maior planeta do Sistema Solar. Os cometas, pequenos corpos celestes compostos essencialmente de água congelada e rochas, se deslocam em órbitas muito elípticas e a maior parte do tempo a grandes distâncias do Sol.

A maioria dos cometas presos temporariamente por Júpiter o abandonam sem nem mesmo conseguir completar uma órbita em torno do planeta. Este cometa que conseguiu completar duas revoluções em torno de Júpiter figura agora entre os cinco que conseguiram realizar pelo menos uma órbita. E é um dos três que passaram mais tempo em torno do planeta gigante.

“Os resultados de nosso estudo sugerem que os impactos sobre Júpiter e a captura de satélites temporários podem acontecer mais assiduamente do que se pensava até agora”, assinalou David Asher (Armagh Observatory, Gran Bretaña), que apresentou os dados em Potsdam. Os asteroides ou cometas podem ser vítimas dos efeitos de maré gerados pela forte gravidade de Júpiter, como ocorreu com o cometa Shoemaker-Levy 9, que se partiu em 21 pedaços sobre a superfície de Júpiter em 1994.

Os rastros de um novo impacto sobre Júpiter, descobertos em julho passado por um astrônomo amador e confirmados pela Nasa, podem corresponder, segundo Asher, a um objeto da mesma categoria que este cometa.